11 de agosto de 2019

Realidade Virtual e Realidade Aumentada no património cultural

A Realidade Virtual e Aumentada são dois componentes-chave para a promoção do património cultural, melhorando a experiência e a satisfação do utilizador.

Cultura e turismo
Realidade Virtual e Realidade Aumentada no património cultural

As novas tecnologias não param de oferecer funcionalidades em diferentes áreas, e uma delas é a do património cultural. E é que pode encontrar muitos usos interessantes da Realidade Virtual (VR) e da Realidade Aumentada (AR) neste âmbito. Por este motivo, na INVELON Technologies queremos explicar-lhe de que forma estes recursos são utilizados atualmente.

Como se usa a Realidade Virtual e a Realidade Aumentada no património cultural?

Embora as possibilidades sejam muitas, no caso do património cultural existem três usos da Realidade Virtual e Aumentada particularmente interessantes.

  • Architecture show-reel: trata-se de uma especialidade que lhe permite visualizar como seriam as diferentes partes de um edifício. No caso do património, torna-se especialmente significativa, já que pode ver a construção por dentro, como era, e fazer uma ideia exata de como funcionava o estilo arquitetónico. Uma solução que pode realizar-se com Realidade Virtual e sobretudo com Realidade Aumentada, sendo uma técnica muito utilizada em muitos setores e facilmente adaptável também ao património histórico.
  • Representação de monumentos históricos: um marco da realidade virtual. Existe uma imensa quantidade de espaços históricos monumentais dos quais podemos obter uma recriação e que, no entanto, já não podemos ver na realidade. Desde as cidades gregas até à antiga Roma, hoje em dia a tecnologia e os conhecimentos permitem-nos reconstruir por completo este tipo de estruturas. Por conseguinte, é possível criar uma realidade virtual, e também aumentada, na qual os visitantes possam ver como seria a vida nesses espaços. Um método ou sistema de imersão especialmente interessante.
  • Visualização de informação inexistente: a realidade aumentada, ao permitir-lhe conjugar o ambiente com outro tipo de imagens virtuais, pode ser a chave para apresentar a informação de um modo diferente e muito mais interativo. Pense, por exemplo, que está numa exposição e que, graças a um dispositivo de realidade aumentada, pode ver o texto informativo mesmo ao lado dos objetos que está a observar. E este seria um recurso que não serviria apenas para o texto. Pode complementar, em todo o momento, a informação existente com outro tipo de dados ou de imagens que tenham relação e utilidade.

Benefícios da Realidade Virtual e da Realidade Aumentada para o património cultural

Sabemos que existem diferentes soluções de Realidade Aumentada e Virtual para aplicar ao património cultural e histórico. Mas que vantagens traz o uso das novas tecnologias neste setor?

  1. Modernização da informação
    A exposição do património passa a integrar, diretamente, os métodos do século XXI. E usar as novas tecnologias faz com que a informação seja apresentada de acordo com os critérios dos novos formatos. Isto é de grande ajuda na hora de apresentar a informação, que pode ser mais relevante e completa graças à Realidade Aumentada. Além disso, será bem recebido pelo público, que já começa a habituar-se a este tipo de sistemas ou facilidades.
    Além disso, a Realidade Aumentada no património cultural abre a porta a um trabalho mais bem feito. Não deixa de ser importante procurar abordagens modernas de apresentação que possam complementar as mais clássicas. Desta forma, o espaço ganhará nome e adquirirá estatuto.
  2. Maior interesse do público
    Hoje em dia, o público está habituado a consumir a informação de uma forma muito mais interativa. Por conseguinte, incluir este tipo de soluções ou recursos fará com que se sintam muito mais interessados. Afinal, podem ser ferramentas que impressionam facilmente, que ligam com todos os públicos e que apresentam a informação com maior rapidez, despertando grande interesse entre o público.
  3. Dinamismo
    Acabam, finalmente, os esquemas clássicos das exposições que consistem apenas em texto e num fragmento de material. Agora podem explorar-se diferentes vias para apresentar uma exposição muito mais rica e interessante. Pense que quantas mais ferramentas ou métodos tiver, melhor. Assim mostrará a informação acompanhada do recurso que melhor possa funcionar nesse contexto. Por exemplo: se vai falar de grandes espaços dos quais já nada resta de pé, a realidade virtual pode apresentá-los ao público: assim os espectadores verão o lugar em vez de terem de o imaginar. Por outro lado, se tiver alguns dos elementos de edifícios demolidos, pode acrescentar a opção de se visualizarem, através da Realidade Aumentada, as construções intactas desses edifícios. Assim, as peças ganharão sentido e o público poderá compreender tudo de uma forma mais imediata.
  4. Melhor informação
    Não é o mesmo ler sobre um edifício antigo e sobre os materiais com que foi construído do que vê-lo. Do mesmo modo, ler sobre o centro histórico das cidades não será tão impressionante como passear por essas zonas. O visual fica sempre gravado na nossa consciência de forma mais definitiva, mais espetacular. Por conseguinte, no campo do património cultural é útil introduzir as novas tecnologias para o apresentar de uma forma muito mais atrativa.

Outras aplicações da Realidade Virtual e da Realidade Aumentada no mundo laboral

De forma muito semelhante ao explicado, noutros setores como o mundo da arquitetura ou do design, da visualização de informação avançada e até em termos de formação, protocolo e prevenção de riscos, a Realidade Virtual pode ser especialmente útil. Antes de se lançarem numa obra ou num projeto, os clientes podem verificar que resultados lhes são oferecidos e o aspeto final que terá a ideia proposta.

A realidade aumentada, por outro lado, está a ter uma forte projeção no mundo dos museus, dos catálogos ou mesmo na gestão de armazéns e na manutenção industrial. E é que nestes setores nasceu um novo paradigma que procura unir a realidade física com a virtual, e a opção tecnológica que a realidade aumentada oferece parece a mais recomendável.

Em conclusão, a realidade virtual e a realidade aumentada podem ser duas excelentes ferramentas para o património cultural. Dinamizam, entretêm e apresentam a informação de uma forma muito mais dinâmica, funcional e divertida. Além disso, estas novas tecnologias já têm uma grande inserção noutros setores de trabalho. Conhecidas as vantagens, porque não começar já a aplicá-las na sua estratégia empresarial?