Atualizações no Meta for Work
A partir de 20 de fevereiro de 2026, o Meta Horizon Managed Services (HMS), a solução integral para a gestão de dispositivos e experiências de realidade virtual, deixará de estar disponível como serviço comercial.

Nos últimos dias, a Meta anunciou uma evolução relevante no seu modelo de visores de realidade estendida para ambientes profissionais. A partir de 20 de fevereiro de 2026, o Meta Horizon Managed Services (HMS), a solução integral para a gestão de dispositivos e experiências de realidade virtual, deixará de estar disponível para compra como serviço comercial, juntamente com os SKUs específicos para empresas da Meta Quest.
A venda de visores, incluindo os Meta Quest 3 e 3S, manter-se-á inalterada, podendo ser integrados para utilização com qualquer finalidade, tanto pessoal como empresarial. Ao mesmo tempo, o acesso ao HMS passará a ser aberto ao público sem custo adicional.
Este anúncio gerou perguntas razoáveis em organizações que já utilizam XR ou que estavam a ponderar a sua adoção. No entanto, quando se analisa a mudança em profundidade, a mensagem de fundo é clara: não se trata de uma retirada do ecossistema XR, mas de uma redefinição da forma como a tecnologia é acedida, gerida e escalada.

O HMS não desaparece: passa a ser gratuito e mantém-se ao longo do tempo
A partir de 20 de fevereiro de 2026, o HMS estará disponível sem custo, tanto para clientes atuais como para novas implementações. Além disso, a Meta confirmou que o serviço contará com suporte em modo de manutenção, no mínimo até 2030, o que garante estabilidade e continuidade operacional durante os próximos anos. Na prática, isto implica que:
- O HMS continuará a funcionar como portal de registo e inscrição de dispositivos.
- Permitirá gerir o registo de visores e a sua integração com plataformas MDM de terceiros.
- Não se esperam novas evoluções funcionais, mas sim disponibilidade e suporte garantidos pelo menos até 2030.
Um passo em frente para o ecossistema XR
Desta forma, o que inicialmente pode parecer um passo atrás é, na realidade, um passo em frente significativo para o ecossistema XR.
Ao eliminar o custo de entrada nos sistemas de gestão de dispositivos, reduz-se uma das barreiras mais habituais nos projetos XR, especialmente nas fases piloto ou de escalamento. Esta mudança tem um impacto direto em:
- Educação e instituições públicas, onde os orçamentos costumam ser mais apertados e a gestão centralizada é fundamental.
- Ambientes empresariais, que procuram implementar a XR de forma progressiva, controlada e escalável.
- Organizações que até agora viam a gestão de dispositivos mais como um travão do que como um facilitador.
O resultado esperado é claro: maior adoção, mais casos de uso reais e projetos mais sustentáveis ao longo do tempo, demonstrando que a XR veio para ficar e para se integrar de forma natural com outras tecnologias como a IA ou a robótica.

Um mercado mais aberto, mais flexível e mais agnóstico
Na INVELON, entendemos este momento como uma oportunidade para simplificar a adoção da XR e ajudar as organizações a dar o passo seguinte com confiança. Por isso, desenhámos um bundle específico orientado para:
- Sourcing estratégico de hardware, adaptado a cada caso de uso e extensível a outros fabricantes, a partir da visão agnóstica que nos caracteriza.
- Onboarding e arranque de ferramentas de gestão de dispositivos e experiências, como o Horizon Managed Services (HMS).
- Suporte de nível enterprise e continuidade operacional.
- Definição de estratégias XR a longo prazo, integradas com tecnologias emergentes como a IA ou a robótica, para gerar impacto real.
O nosso objetivo é claro: absorver a complexidade tecnológica para que os nossos clientes se possam concentrar no valor, não na gestão.
Olhando a longo prazo
Com suporte garantido no mínimo até 2030, o HMS oferece uma base sólida sobre a qual construir. Ao mesmo tempo, esta mudança impulsiona um ecossistema mais aberto, competitivo e maduro, no qual as organizações podem lançar os seus projetos XR, validar o seu impacto real e avaliar com critério as diferentes alternativas do mercado.
A XR entra assim numa nova fase: menos barreiras, mais acesso e maior foco na utilização real.
Se quer analisar como este novo cenário se pode adequar à sua organização ou explorar alternativas de hardware e gestão a partir de uma visão verdadeiramente agnóstica, na INVELON teremos todo o gosto em acompanhá-lo.