5 de março de 2026

Como a Realidade Virtual está a transformar a aprendizagem

Estudo realizado pela Forrester Consulting sobre o “Foco no ensino superior: melhorar a aprendizagem e o desenvolvimento graças à Realidade Virtual”

Educação
Como a Realidade Virtual está a transformar a aprendizagem

A Realidade Virtual já não é um conceito de futuro no ensino superior. Universidades, institutos universitários e entidades de Formação Profissional estão a utilizar tecnologias imersivas para apoiar o ensino, melhorar a participação dos alunos e potenciar os resultados de aprendizagem em múltiplas disciplinas.

Para compreender melhor como a VR está a ser adotada hoje e para onde caminha, um estudo realizado pela Forrester Consulting por encomenda da Meta (outubro de 2025) analisa como as instituições de ensino superior estão a integrar a Realidade Virtual nos seus planos de estudo e modelos formativos.

A Realidade Virtual integra-se na aprendizagem

Segundo o estudo “Foco no ensino superior: melhorar a aprendizagem e o desenvolvimento graças à Realidade Virtual”, a adoção da VR no ensino superior já é comparável a métodos digitais mais consolidados, como o ensino online ou as videoconferências.

As instituições encaram-na cada vez mais como uma ferramenta complementar, e não como um substituto do ensino tradicional. Entre os casos de utilização atuais e previstos mais habituais encontram-se:

  • Aprendizagem experiencial através de simulações práticas
  • Visualizações em 3D de conteúdos curriculares complexos
  • Experiências de laboratório interativas
  • Visitas de estudo virtuais e simulações de formação em segurança

Estas aplicações permitem aos alunos interagir com os conteúdos de forma mais realista e prática, facilitando a compreensão de conceitos abstratos ou complexos.

Como a Realidade Virtual está a transformar a aprendizagem no ensino superior

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Como a Realidade Virtual está a transformar a aprendizagem

Principais conclusões dos responsáveis educativos

A investigação mostra um elevado nível de confiança no valor das tecnologias de aprendizagem imersiva entre as instituições da América do Norte e da EMEA. Entre os dados mais relevantes destacam-se:

  • 81% dos responsáveis educativos acreditam que a VR terá um papel mais importante no ensino curricular no futuro.
  • 75% esperam que a VR tenha um impacto positivo nos resultados dos alunos.
  • 72% afirmam que a VR torna a aprendizagem mais realista.
  • 69% referem que a VR ajuda a melhorar o envolvimento dos alunos.
  • 65% indicam que os estudantes consideram a VR fácil de utilizar.

Estes resultados sugerem que a VR não só é eficaz, como também acessível, tanto para estudantes como para docentes.

Da adoção ao impacto a longo prazo

Uma das principais conclusões do estudo é a rapidez com que as instituições podem adotar tecnologias de aprendizagem imersiva. A maioria dos inquiridos afirma que estudantes e docentes se familiarizam com a VR em menos de uma hora, reduzindo assim as barreiras tradicionais de adoção.

Para além da facilidade de utilização, os responsáveis educativos antecipam também um valor estratégico a longo prazo, como:

  • Melhoria da experiência e da participação dos alunos.
  • Maior acessibilidade e inclusão.
  • Reforço da reputação institucional.
  • Melhor preparação para ambientes profissionais reais.

No conjunto, estes fatores apontam para uma mudança de projetos-piloto para usos mais escaláveis e estratégicos da Realidade Virtual no ensino superior.

À medida que as tecnologias imersivas evoluem, as instituições concentram-se cada vez mais em como integrar a VR de forma prática e sustentável, complementando os modelos educativos existentes e apoiando os seus objetivos formativos.